Ah, queridos profissionais de saúde que nos leem, como é que é? Se vocês estão aqui, muito provavelmente sentem aquele bichinho da mudança a morder, não é?
Sei bem o que é olhar para a rotina diária e pensar: “Será que este é o meu lugar para sempre?”. Eu, que já vi de perto e ouvi muitas histórias, posso dizer que essa inquietação é mais comum do que imaginam, especialmente na nossa área tão exigente.
Com o mundo da saúde em constante transformação – pensemos na telemedicina que avança a passos largos, na Inteligência Artificial a revolucionar diagnósticos, e na crescente procura por especializações mais focadas – é natural que muitos de nós comecemos a reavaliar o nosso percurso.
Quem nunca se sentiu à beira do esgotamento, com o famoso *burnout* a espreitar, perante horários desgastantes e a pressão do dia a dia? Portugal, infelizmente, até já foi apontado como um dos países da União Europeia onde os trabalhadores estão mais em risco de *burnout*!
É por isso que muitos colegas, e talvez vocês também, ponderam uma transição, seja para uma gestão mais estratégica, para a área da tecnologia da saúde, ou até para um papel mais focado na prevenção e bem-estar, buscando um equilíbrio que parecia inatingível.
Mudar de carreira é um processo que exige reflexão, estratégia e, acima de tudo, coragem. Não se trata de abandonar o que se ama, mas de adaptar o nosso propósito e a nossa experiência a um novo contexto, onde possamos florescer e ter uma qualidade de vida mais condizente com o que merecemos.
É como dar um novo fôlego à nossa jornada profissional! E se estão curiosos para saber como trilhar esse novo caminho de forma segura e eficaz, com um guia completo para cada passo crucial que precisam dar, continuem comigo!
Vamos desvendar juntos cada pormenor para uma transição de carreira de sucesso na área da saúde.
Ah, meus caros colegas de bata, estetoscópio ou caneta, que bom que continuaram comigo nesta conversa! Sinto que esta é uma daquelas conversas que nos aquecem o coração, porque toca em algo muito nosso: a vontade de encontrar o nosso lugar, de sentir que estamos a florescer.
Eu própria, ao longo dos anos, já senti o peso da rotina e a inquietação de saber se estaria a dar o meu melhor no sítio certo. Por isso, embarcar numa transição de carreira na saúde, aqui em Portugal, é mais do que uma mudança de emprego; é, muitas vezes, uma redescoberta de nós mesmos.
Não é fácil, eu sei, mas é um caminho cheio de potencial e, com as ferramentas certas, pode ser incrivelmente recompensador. Vamos a isso, sem rodeios, para que saiba exatamente o que fazer.
Olhar para Dentro: O Início da Sua Viagem de Autoconhecimento

Os Sinais de Alerta: Quando o Corpo e a Mente Pedem Socorro
Confesso que, por vezes, ignoramos os sinais que o nosso corpo e mente nos enviam. Aquela sensação de cansaço extremo que não passa com um fim de semana de descanso, a irritabilidade constante, a perda de interesse por algo que antes nos dava prazer…
tudo isto são luzes vermelhas que se acendem. E, cá entre nós, no setor da saúde em Portugal, o *burnout* é uma realidade que afeta muitos, desde os mais jovens aos mais experientes.
Já li estudos recentes que mostram que 37% dos profissionais de saúde em Portugal sofrem de *burnout*, e mais de 60% admitem sentir-se em risco. Lembro-me de uma colega, uma enfermeira fantástica, que começou a ter crises de ansiedade antes de cada turno.
Ela amava a profissão, mas a pressão, os horários desumanos e a sensação de que nunca era o suficiente estavam a miná-la. Foi um processo doloroso, mas ela teve a coragem de parar, refletir e perceber que, para cuidar dos outros, tinha primeiro de cuidar de si.
Não é um sinal de fraqueza, muito pelo contrário, é de uma força imensa. As preocupações financeiras e o stress no trabalho são frequentemente apontados como os principais gatilhos para estes problemas de saúde mental, algo que ressoa com a experiência de muitos de nós.
Identificando Suas Paixões e Habilidades Transferíveis
A primeira coisa que fiz quando comecei a pensar em novas direções foi pegar num papel e escrever tudo o que gostava de fazer no meu dia a dia profissional, mesmo as pequenas coisas.
E também o que me deixava exausta ou frustrada. Depois, olhei para as minhas competências. Não só as técnicas, aquelas que aprendemos na faculdade ou em cursos, mas também as “soft skills”: a capacidade de comunicação, a empatia, a resolução de problemas sob pressão, a gestão de equipas, a organização.
Sabia que estas eram competências valiosíssimas e transferíveis para muitas outras áreas. Se é médico, enfermeiro, terapeuta, gestor hospitalar, tem um leque enorme de capacidades que podem ser a base para um novo caminho.
Pense nos problemas que adora resolver, nas causas que o movem, nos ambientes onde se sente mais produtivo e feliz. Talvez a sua paixão esteja na prevenção, na educação para a saúde, na inovação tecnológica ou na gestão.
É um exercício profundo, mas acredite, é a base para qualquer mudança bem-sucedida.
Desvendando o Futuro: Novas Fronteiras na Saúde em Portugal
A Revolução da Saúde Digital e Tecnológica
É impossível ignorar o “boom” da tecnologia na saúde, não é? Aqui em Portugal, estamos a ver um crescimento enorme nas *Health Tech* e nas *startups* que estão a revolucionar a forma como cuidamos e somos cuidados.
Fico entusiasmada quando vejo o que está a ser feito em telemedicina, por exemplo. Durante a pandemia, a teleconsulta tornou-se um porto seguro para muitos, e hoje continua a ser uma ferramenta essencial para facilitar o acesso aos cuidados, especialmente em regiões mais remotas do nosso país.
Já vi casos de plataformas portuguesas que usam Inteligência Artificial para ajudar no diagnóstico ou para gerir dados clínicos de forma mais eficiente.
Há *startups* a desenvolver sensores para monitorizar tratamentos oncológicos em tempo real e apps para planeamento cirúrgico com IA. O setor está a evoluir tão depressa que surgem oportunidades em áreas como o desenvolvimento de software para a saúde, cibersegurança clínica, análise de dados de saúde, ou até consultoria em inovação digital.
Se a tecnologia o fascina e quer aplicar o seu conhecimento da saúde neste universo, o momento é agora! Portugal tem demonstrado um dinamismo notável neste campo, com investimentos crescentes e o surgimento de projetos líderes mundiais.
A Ascensão da Gestão e Liderança em Saúde
A saúde é um setor complexo e, acredite, precisa de mais do que bons clínicos. Precisa de líderes e gestores que saibam navegar nas águas, por vezes turbulentas, dos orçamentos, dos recursos humanos, da logística e da estratégia.
Tenho notado que cada vez mais colegas com experiência clínica estão a transitar para posições de gestão hospitalar, coordenação de unidades, ou até para cargos em seguradoras de saúde e na indústria farmacêutica.
Afinal, quem melhor para gerir um hospital do que alguém que esteve na linha da frente e entende as necessidades dos pacientes e dos profissionais? Em Portugal, existem licenciaturas e pós-graduações específicas em Gestão de Saúde, que oferecem uma base sólida nestas áreas, desde a análise estratégica até à gestão financeira.
Pense na gestão da qualidade, na otimização de processos, na gestão de equipas multidisciplinares ou até na consultoria para políticas de saúde pública.
São áreas onde a sua experiência prática é um trunfo incomparável e onde pode ter um impacto enorme na melhoria do sistema como um todo.
Niches de Mercado Promissores
Para além das tendências macro, há sempre aqueles nichos que começam a despontar. A saúde preventiva e o bem-estar, por exemplo, estão a ganhar cada vez mais terreno.
As pessoas querem viver mais tempo e com mais qualidade, e procuram profissionais que as ajudem a gerir a sua saúde proativamente, não só quando já estão doentes.
Isto abre portas para áreas como nutrição especializada, exercício físico adaptado, *coaching* de saúde e bem-estar, e até terapias complementares. Outra área que me parece muito interessante é a consultoria.
Com a complexidade da legislação e dos sistemas, muitos hospitais e clínicas, especialmente os mais pequenos, precisam de ajuda para otimizar os seus serviços, cumprir regulamentações ou implementar novas tecnologias.
Se gosta de analisar, propor soluções e tem uma visão estratégica, a consultoria pode ser o seu palco. E não podemos esquecer o envelhecimento da população portuguesa, que cria uma procura crescente por cuidados domiciliários e soluções para doenças crónicas, exigindo abordagens inovadoras e personalizadas.
Investir em Si: O Caminho para a Qualificação e Competência
Formação Académica e Certificações Essenciais
Mudar de carreira não significa esquecer tudo o que aprendeu, mas sim construir sobre essa base sólida. Se está a pensar numa transição para a gestão, por exemplo, procure cursos de pós-graduação ou mestrados em Gestão de Serviços de Saúde.
Em Portugal, temos instituições como a Atlântica, o ISCTE Executive Education, o Instituto Politécnico de Tomar e a Universidade Portucalense/CESPU que oferecem programas excelentes e reconhecidos, muitas vezes com foco em *hands-on learning* e estágios práticos.
Estas formações dão-lhe as ferramentas teóricas e práticas para se sentir seguro na nova área, abrangendo desde a gestão hospitalar e financeira até à qualidade e marketing em saúde.
Se o seu interesse é a tecnologia, talvez cursos de especialização em informática de saúde, análise de dados ou até mesmo linguagens de programação mais básicas possam ser um excelente ponto de partida.
Não subestime o poder de uma certificação reconhecida para abrir portas, ou até mesmo de um bom MBA que lhe dê uma visão mais global. E não se esqueça, a Ordem dos Médicos, por exemplo, tem critérios para a competência em Gestão dos Serviços de Saúde, o que mostra a importância de uma formação contínua e específica.
Desenvolvendo Habilidades do Futuro
Para além da formação formal, há um conjunto de “habilidades do futuro” que são cruciais para qualquer profissional, e ainda mais para quem está em transição.
Estou a falar de pensamento crítico, criatividade, capacidade de adaptação, inteligência emocional e, claro, literacia digital. O mundo está em constante mudança, e a capacidade de aprender continuamente (o famoso *lifelong learning*) é o seu maior trunfo.
Por exemplo, a forma como comunicamos mudou drasticamente. Saber gerir redes sociais, criar conteúdos relevantes ou comunicar eficazmente online são competências que antes eram secundárias e hoje são quase obrigatórias em muitas funções, mesmo na saúde.
Investir em cursos de comunicação, liderança ou até *design thinking* pode parecer um desvio, mas são estes os complementos que o tornarão um profissional completo e diferenciado.
Lembro-me de ter feito um curso de gestão de projetos que, no início, achei que seria aborrecido, mas que me deu uma estrutura mental para organizar ideias e tarefas que uso em tudo na vida, profissional e pessoal!
Construindo Pontes: O Poder Inegável do Networking e Mentoria
Onde Encontrar as Pessoas Certas em Portugal

No nosso país, o *networking* é fundamental. Eu diria mesmo que cerca de 70% das contratações acontecem através de contactos e relações profissionais.
É impressionante, não é? Por isso, não se feche em casa. Procure eventos do setor da saúde, conferências (o Eventbrite tem sempre uma lista enorme do que acontece por cá), *workshops* ou seminários.
Há muitas associações profissionais em Portugal, quer seja na sua área atual ou na área para a qual quer transitar. Junte-se a elas! O LinkedIn é, obviamente, uma ferramenta poderosa.
Mantenha o seu perfil atualizado, participe em grupos de discussão, partilhe artigos e conecte-se com pessoas que admira. Não tenha receio de enviar uma mensagem a alguém a pedir uma “conversa de café” para aprender mais sobre o percurso dessa pessoa.
Fiquei surpreendida com a quantidade de pessoas que estavam dispostas a partilhar as suas experiências quando eu estava na minha própria transição. Às vezes, as melhores oportunidades não estão nos anúncios de emprego, mas nas conversas que acontecem “entre portas”.
Cultivando Relações que Transformam
Fazer *networking* não é só colecionar cartões ou contactos no LinkedIn. É sobre construir relações genuínas. Seja curioso, ouça mais do que fala, e procure formas de ajudar os outros, em vez de apenas pensar no que pode ganhar.
Um bom *networking* é uma via de dois sentidos. Já tive a sorte de ter mentores informais que foram cruciais na minha caminhada, partilhando conselhos valiosos e abrindo-me portas.
E, por outro lado, já fui mentora de colegas que estavam a iniciar a sua jornada. É uma troca rica e mutuamente benéfica. Estas relações podem oferecer-lhe perspetivas diferentes, avisá-lo de potenciais armadilhas e, sim, levá-lo a oportunidades que nunca imaginaria.
E não se esqueça dos seus antigos colegas de faculdade e de trabalho! Eles são uma rede de apoio e de potenciais pontes para o futuro. O ecossistema de saúde em Portugal, apesar de grande, tem uma comunidade que, no fundo, é mais pequena do que parece e onde as boas referências são ouro.
A Sua Marca Pessoal: Como Se Destacar na Multidão
Comunicando Sua Nova Direção
Quando decidi mudar, percebi que tinha de “recontar” a minha história profissional. Não bastava ter a experiência e as novas qualificações; tinha de saber comunicá-las de uma forma que fizesse sentido para o meu novo objetivo.
O seu currículo e o seu perfil no LinkedIn são os seus cartões de visita. Não use aquele currículo genérico que tem guardado há anos! Adapte-o para a área para a qual está a transitar, destacando as competências e experiências mais relevantes.
Se for para gestão, foque-se nas suas capacidades de liderança, organização e resolução de problemas. Se for para *Health Tech*, realce a sua capacidade analítica e o seu interesse em inovação.
E, mais importante, crie uma narrativa coerente. Quando estiver a fazer entrevistas, conte a sua história de transição de forma apaixonada e estratégica, explicando porque esta mudança é o passo lógico no seu percurso e como a sua experiência anterior o torna um candidato único e valioso para a nova área.
As pessoas não querem apenas saber o que fez, mas porque o fez e onde quer chegar.
Mostrando Seu Valor Único
No mercado de trabalho atual, ser “apenas” um bom profissional já não chega. Temos de mostrar o nosso valor único, o que nos torna especiais. Pense nos problemas que resolveu na sua carreira anterior, nos projetos que liderou, nas ideias que implementou.
Mesmo que não sejam diretamente na nova área, mostre como o seu raciocínio, a sua proatividade e a sua capacidade de impacto podem ser transferidos. Se possível, crie um pequeno portfólio de projetos, mesmo que sejam pessoais ou voluntários, que demonstrem as suas novas competências.
Talvez tenha feito um trabalho voluntário de consultoria para uma pequena clínica ou desenvolvido um pequeno projeto digital na sua área de interesse.
Pequenas demonstrações de paixão e iniciativa fazem uma diferença enorme. Não tenha medo de ser autêntico e de mostrar a pessoa por trás do profissional.
É a sua personalidade, a sua resiliência e a sua vontade de crescer que o vão diferenciar dos outros candidatos. Afinal, somos muito mais do que um conjunto de funções desempenhadas.
Gerir a Transição: Um Plano Passo a Passo com Segurança Financeira
Planeamento Financeiro Antes e Durante
Sei que falar de dinheiro é sempre um bocado delicado, mas é um pilar crucial para uma transição de carreira suave, especialmente aqui em Portugal, onde as incertezas económicas podem ser uma realidade.
A minha primeira dica, e talvez a mais importante, é separar as suas contas pessoais das profissionais, se já tiver alguma atividade secundária ou *freelance*.
Isto dá-lhe uma clareza tremenda sobre o que entra e o que sai em cada esfera. Antes de dar o “salto”, comece a poupar religiosamente. Tente criar uma “almofada de segurança” que cubra, no mínimo, 6 a 12 meses das suas despesas fixas.
Lembre-se, o período de transição pode ser imprevisível, e ter esta segurança financeira vai dar-lhe tranquilidade para tomar decisões mais ponderadas, sem o desespero de ter de aceitar a primeira coisa que aparecer.
Defina um orçamento detalhado, tanto para as suas despesas pessoais quanto para os custos da sua formação e procura de emprego. Estipule um “salário” fixo para si mesmo, mesmo que seja inferior ao que ganhava, para ter alguma previsibilidade.
Estratégias para uma Transição Suave
A transição de carreira não tem de ser um salto no escuro. Pode ser um caminho planeado, com etapas bem definidas. Já vi muitos colegas optarem por uma transição gradual.
Por exemplo, podem começar por fazer a nova formação enquanto ainda trabalham na área atual, ou procurar um trabalho a tempo parcial na nova área para ir ganhando experiência e contactos.
Outra estratégia eficaz é o *freelancing* ou consultoria. Se tem competências muito específicas, pode começar a oferecer os seus serviços de forma independente, o que lhe permite explorar a nova área, construir o seu portfólio e, ao mesmo tempo, gerar rendimento.
Aqui está um pequeno guia que pode ajudar a visualizar as etapas e a pensar nos recursos necessários:
| Etapa | Descrição | Recursos Essenciais | Prazo (Estimativa) |
|---|---|---|---|
| 1. Autoavaliação Profunda | Identificar paixões, valores, competências transferíveis e áreas de interesse. | Diário de reflexão, testes de personalidade/carreira, conversas informais. | 1-2 meses |
| 2. Pesquisa de Mercado | Explorar novas áreas, tendências em Portugal (e.g., Health Tech, Gestão de Saúde), e requisitos de qualificação. | Estudos de mercado, artigos de blogs (como este!), LinkedIn, *informational interviews*. | 1-3 meses |
| 3. Planeamento Financeiro | Criação de fundo de emergência, orçamento detalhado, avaliação de custos da transição. | Folhas de cálculo, consultor financeiro (opcional), poupanças. | Contínuo (antes e durante) |
| 4. Desenvolvimento de Competências | Inscrição em cursos, pós-graduações, certificações ou *workshops* específicos. | Instituições de ensino em Portugal, plataformas online (Coursera, LinkedIn Learning). | 6 meses – 2 anos (depende da formação) |
| 5. Networking Ativo | Participar em eventos, conectar-se com profissionais, procurar mentores. | LinkedIn, eventos da indústria em Portugal, associações profissionais. | Contínuo |
| 6. Criação de Marca Pessoal | Atualização de CV e LinkedIn, desenvolvimento de narrativa de transição. | Serviços de *coaching* de carreira (opcional), *feedback* de colegas. | 1-2 meses |
| 7. Procura de Oportunidades | Candidatura a vagas, *freelance*, projetos voluntários para ganhar experiência na nova área. | Plataformas de emprego, contactos, candidaturas espontâneas. | Variável (2 meses – 1 ano+) |
Lembre-se, cada passo é importante e nenhum caminho é linear. Haverá momentos de dúvida, eu sei, porque já os senti na pele. Mas com um bom planeamento e a mentalidade certa, a sua transição será uma aventura recompensadora.
Acredite no seu potencial e na riqueza da sua experiência! Ah, meus caros amigos, chegamos ao fim de mais uma daquelas conversas que nos fazem sentir um quentinho no coração, não é?
Espero, do fundo da alma, que estas palavras tenham sido um farol, iluminando o caminho para todos vocês que sentem o chamamento de uma nova jornada profissional na área da saúde em Portugal.
Acreditem, mudar é desafiante, mas é na coragem de arriscar que encontramos as maiores recompensas. Lembrem-se que a vossa experiência atual é um tesouro inestimável, uma fundação sólida para construir o futuro que desejam.
Sejam gentis convosco neste processo e permitam-se sonhar grande. O vosso bem-estar e a vossa realização importam. Estou aqui para vos apoiar em cada passo!
Informações Úteis a Reter
1. Apoio Psicológico: Não hesitem em procurar apoio psicológico ou *coaching* de carreira durante a transição. É um investimento crucial na sua saúde mental e na clareza das suas decisões, ajudando a lidar com a ansiedade e as incertezas que surgem naturalmente neste período. Ter um guia profissional pode ser a bússola de que precisam, e serviços de psicologia vocacional e de carreira estão disponíveis em Portugal para vos acompanhar.
2. Subsídios e Financiamentos: Informem-se detalhadamente sobre os subsídios de formação e de apoio ao emprego que possam estar disponíveis em Portugal, oferecidos por instituições como o IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional) ou programas financiados pela União Europeia. Há recursos que podem aliviar a carga financeira e permitir-vos focar na vossa requalificação. O IEFP disponibiliza várias medidas de apoio à contratação e formação, que podem ser consultadas no seu portal online.
3. Voluntariado: Considerem seriamente fazer voluntariado na nova área de interesse. Esta é uma excelente forma de ganhar experiência prática sem a pressão de um emprego formal, expandir a vossa rede de contactos e confirmar se este é realmente o caminho certo para vocês. Há várias instituições em Portugal que aceitam voluntários na área da saúde e social, como a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ou a Saúde em Português.
4. Flexibilidade é Chave: Estejam abertos a diferentes tipos de oportunidades, como trabalho remoto, *freelance* ou posições a tempo parcial, que podem servir como pontes valiosas entre a vossa carreira atual e a futura. O mercado de trabalho na saúde em Portugal tem visto um aumento de ofertas para telemedicina e outras funções que permitem flexibilidade.
5. Cuidem de Si: A transição é, inegavelmente, um período de stress e grandes desafios emocionais. É fundamental manterem uma rotina de autocuidado rigorosa, praticarem exercício físico regularmente e dedicarem tempo a atividades que vos dão prazer e vos ajudam a recarregar energias. A vossa resiliência depende disso, e o autocuidado é um imperativo ético para os profissionais de saúde.
Pontos Essenciais a Fixar
Percorrer o caminho da transição de carreira, sobretudo num setor tão exigente e gratificante como a saúde em Portugal, é uma jornada que exige, acima de tudo, autoconhecimento e uma boa dose de coragem. Como vimos, a capacidade de ouvir os sinais do nosso corpo e mente é o primeiro e mais crucial passo. Identificar as nossas paixões genuínas e as habilidades transferíveis que adquirimos ao longo dos anos – e que são, muitas vezes, mais valiosas do que imaginamos – constitui a fundação para qualquer mudança bem-sucedida. O futuro na saúde é vibrante e cheio de oportunidades, desde a efervescência da saúde digital e tecnológica, que está a moldar o amanhã dos cuidados, até à crescente importância da gestão e liderança, onde a vossa experiência na linha da frente pode fazer toda a diferença. Não esqueçam os nichos promissores, como a saúde preventiva e a consultoria, que esperam por mentes inovadoras e experientes.
Investir na vossa qualificação e no desenvolvimento de “habilidades do futuro” não é um custo, mas sim um empoderamento contínuo, uma forma de se manterem relevantes e de abrirem novas portas. E, claro, o *networking* e a mentoria são mais do que contactos; são pontes humanas que vos guiam e apoiam, transformando o “quem conheço” em “quem se importa”. Finalmente, a vossa marca pessoal, a forma como comunicam a vossa história e o vosso valor único, é o que vos distinguirá na multidão. Tudo isto, ancorado num planeamento financeiro sólido, proporciona a segurança necessária para dar cada passo com confiança. Lembrem-se que cada um de vocês tem uma história única e um potencial imenso para impactar positivamente o mundo, de uma nova forma. Acreditem em vocês, celebrem cada pequena vitória e saibam que esta é a vossa oportunidade de florescer.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: Por onde devo começar se estou a pensar em mudar de carreira na saúde?
R: Olhem, a primeira coisa que eu vos digo, e que aprendi na minha própria pele e com muitos colegas, é: comecem por se olhar no espelho, com honestidade.
Perguntem-se o que vos está a pesar mais, o que vos rouba o sono, e o que realmente vos faria sorrir ao final do dia. É o ritmo? É a falta de reconhecimento?
É a rotina? Depois de perceberem isso, toca a investigar! O mundo da saúde está a borbulhar de novidades, como a telemedicina e a saúde digital, que precisam de profissionais com a nossa base, mas com um olhar diferente.
Eu própria, há uns tempos, achava que certas áreas eram “demasiado tecnológicas” para mim, mas depois de pesquisar e conversar com quem já lá estava, vi que as nossas competências são super valorizadas.
Falem com pessoas! Não tenham medo de marcar um café com aquele colega que mudou para a gestão de projetos de saúde ou com a amiga que foi para a formação.
As suas histórias podem iluminar o vosso caminho. E, por favor, não se atirem de cabeça! Um bom plano é como um bom diagnóstico: exige observação, estudo e um plano de tratamento bem definido.
Pensem nas vossas competências transferíveis – e acreditem, temos muitas! A nossa capacidade de comunicação, resolução de problemas sob pressão e empatia são ouro em qualquer área.
Começar por pequenos cursos, fazer um estágio ou voluntariado numa área diferente pode ser um excelente balão de ensaio, sem o risco de “queimar pontes” ou sentir que estão a dar um salto no escuro.
É uma forma de testar as águas, sabem?
P: Que alternativas de carreira existem para profissionais de saúde que querem mudar, mas continuar na área?
R: Que pergunta fantástica! É engraçado como muitos pensam que é “tudo ou nada”, mas a verdade é que o nosso universo da saúde é vastíssimo, com oportunidades que nem imaginamos, para além da linha da frente tradicional.
Eu já vi muitos colegas a reinventarem-se e a florescerem em papéis que mantêm a paixão pela saúde, mas com uma dinâmica completamente diferente. Pensem em gestão de unidades de saúde, onde a vossa experiência clínica é um trunfo gigante para otimizar processos e melhorar a qualidade do serviço.
Há também a área da tecnologia de saúde e da saúde digital – um campo em plena expansão em Portugal! Não é preciso serem “experts” em informática; há papéis para desenvolvimento de produtos, consultoria, ou até mesmo a ajudar a implementar novas soluções tecnológicas em hospitais e clínicas.
A investigação clínica é outra via fascinante, permitindo-vos contribuir para o avanço da medicina de uma forma diferente. Muitos enfermeiros e médicos que conheço foram para a indústria farmacêutica ou de dispositivos médicos, seja em medical affairs, formação ou mesmo na parte comercial.
E que tal a saúde ocupacional? Com o burnout a ser uma preocupação crescente, especialmente entre nós, profissionais de saúde, a prevenção e o bem-estar dos trabalhadores ganharam um destaque enorme.
Há também o coaching de saúde, a educação e formação de novos profissionais, ou até a consultoria para políticas de saúde. O importante é perceberem que a vossa base na saúde é uma fundação sólida para muitas outras construções.
Nenhuma experiência é desperdiçada, acreditem! É como eu costumo dizer: a nossa capacidade de cuidar e de nos adaptarmos é das maiores que existe.
P: Como posso superar o medo e a incerteza de deixar uma carreira estável na saúde?
R: Ah, o medo… esse companheiro teimoso que tantas vezes nos paralisa, não é? Eu sei que a segurança de uma carreira estável é tentadora, mas imaginem a liberdade de estarem num lugar onde se sentem realizados!
O medo da mudança é natural, é um mecanismo de proteção do nosso cérebro, que prefere o conhecido, mesmo que não seja o ideal. Mas posso garantir-vos que é possível superá-lo, passo a passo, como quem ensina um bebé a andar.
Primeiro, reconheçam esse medo. Não o ignorem. Entendam o que está por trás dele: é a perda financeira?
É o julgamento dos outros? É o receio de falhar? Quando damos nome ao que nos assusta, ele perde um pouco da sua força.
Eu, quando decidi dar um novo rumo à minha vida profissional, senti um frio na barriga que parecia não passar, mas o que me ajudou foi criar uma rede de apoio.
Falem com a família, amigos, ou até com um mentor que já tenha passado por uma transição semelhante. O apoio e a perspetiva de quem vos quer bem são um bálsamo.
Construam um plano B, um pé-de-meia. Ter uma almofada financeira, mesmo que pequena, pode dar-vos a tranquilidade necessária para arriscar. E invistam em vocês!
Façam cursos, workshops, leiam livros. Reforçar as vossas competências e adquirir novos conhecimentos aumenta a autoconfiança e diminui a sensação de vulnerabilidade.
Lembrem-se que mudar não é recomeçar do zero. É aproveitar toda a vossa bagagem, toda a vossa experiência, e direcioná-la para um novo propósito. É como eu digo sempre: o que é que vos impede de serem felizes na vossa carreira?
Muitas vezes, somos nós próprios e o nosso medo do desconhecido. Mas, com coragem e estratégia, a mudança pode ser a melhor coisa que vos acontece!






